Rio de Janeiro dobra capacidade de geração própria de energia em pouco mais de um ano
O Rio de Janeiro se tornou um dos nove estados brasileiros a superar a marca de 500 MW de potência instalada em Geração Distribuída (GD), entrando para o seleto grupo que inclui Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. Os sistemas de geração própria de energia estão presentes em 100% dos municípios fluminenses, com a cidade do Rio de Janeiro liderando o volume de potência instalada, com 106,7 MW.
O estado havia alcançado a marca de 250 MW em maio de 2021, o que significa que, em pouco mais de um ano, o Rio de Janeiro dobra sua capacidade de geração própria de energia. Para atingir os primeiros 250 MW, foram necessários mais de nove anos.
“Há uma justificada corrida pelo sol, especialmente em energia solar. Essa tendência deve continuar no segundo semestre, em razão das mudanças na cobrança da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) para os pedidos de acesso protocolados a partir do próximo ano”, avalia Guilherme Chrispim, presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD).
A energia solar é predominante entre os prossumidores (produtores e consumidores de energia) do Rio de Janeiro, somando 480 MW (96%), seguida por mini e micro termelétricas (UTE), com 3%. Chrispim destaca que, nos próximos anos, ampliar a diversificação das fontes de geração distribuída será um dos desafios do setor, com potencial para explorar melhor a biomassa e resíduos sólidos urbanos.
No estado, a classe residencial é a principal consumidora, respondendo por 305,1 MW, seguida de estabelecimentos comerciais com 156,5 MW. As áreas industrial e rural apresentam 22,1 MW e 13,8 MW, respectivamente.