| Novo presidente da Associação será anunciado em breve |
| Ao completar uma década de liderança à frente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Carlos Evangelista comunica a decisão de encerrar seu ciclo como presidente executivo da entidade, encerrando uma fase marcada por intensa atuação institucional, consolidação do setor e fortalecimento da geração distribuída no Brasil.
Fundador da ABGD, Evangelista esteve à frente da associação desde sua criação, em 2015, período em que a geração distribuída passou de um tema periférico no setor elétrico para uma agenda estratégica nacional. Sob sua liderança, a ABGD tornou-se uma das associações mais relevantes do setor elétrico brasileiro, com reconhecimento junto ao Congresso Nacional, órgãos reguladores, Poder Executivo, associações do setor, academia e imprensa especializada.
Durante esse período, a entidade teve papel ativo nos principais debates regulatórios do país, contribuindo de forma técnica e institucional para a construção do marco legal da geração distribuída, materializado na Lei nº 14.300/2022. A ABGD também se destacou pela produção de estudos independentes amplamente acessíveis à sociedade, pela defesa consistente da distinção entre incentivos e subsídios e pela representação de milhares de empresas, profissionais e consumidores.
Os resultados do setor refletem esse ambiente construído ao longo da última década: mais de 44 GW de potência instalada, cerca de 3,9 milhões de sistemas em operação e aproximadamente 21 milhões de brasileiros beneficiados pela geração distribuída, consolidando o segmento como vetor de desenvolvimento econômico, inclusão social, segurança energética e inovação tecnológica. (fonte: PowerBI da ANEEL)
Ao anunciar sua saída, Evangelista ressaltou o caráter coletivo dessa trajetória. “Nada do que foi construído é obra individual. A ABGD é resultado do trabalho conjunto de conselheiros, diretores, associados, equipes técnicas, parceiros institucionais e colaboradores que compartilharam a mesma visão ao longo desses dez anos”, afirmou.
Segundo ele, a decisão reflete o entendimento de que toda instituição sólida deve ser maior do que qualquer mandato. “É o momento natural de transição, com serenidade, senso de missão cumprida e confiança de que a ABGD seguirá cumprindo seu papel com relevância e responsabilidade”, destacou.
Carlos Evangelista continuará acompanhando o setor com interesse e respeito, dedicando-se a novos desafios profissionais e a projetos alinhados à inovação, à iniciativa privada e ao futuro da transição energética no Brasil.
A ABGD dará sequência às suas atividades institucionais normalmente, mantendo seu compromisso com a defesa técnica, econômica e regulatória da geração distribuída e com o fortalecimento de um sistema elétrico mais moderno, resiliente e descentralizado. |