Mato Grosso do Sul atingiu a marca de 102 MW de potência instalada em geração distribuída de energia elétrica, isso é, geração de energia renovável para consumo próprio em instalações residenciais, comerciais e industriais. De acordo com os dados compilados pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), estão em operação no Estado 8,2 mil usinas de microgeração e minigeração, que beneficiam mais de 10,8 mil unidades consumidoras.
?É um marco importante, mas a geração distribuída ainda possui muito potencial de crescimento no Estado, sobretudo, com aproveitamento de resíduos agrícolas e pecuários em usinas a biomassa?, afirma Carlos Evangelista, presidente da ABGD. Mato Grosso do Sul é a unidade federativa na região Centro-Oeste com a segunda menor potência instalada, atrás de Goiás e Mato Grosso. Evangelista estima aumento para a modalidade, porque a geração própria de energia traz muitas vantagens, como uso de fontes renováveis, economia em longo prazo e redução de falhas no fornecimento.
Embora ofereça muitos benefícios aos consumidores, a geração distribuída enfrenta desafio para se consolidar no País: a proposta de revisão da Resolução Normativa nº 482, que regulamenta os créditos em energia que são obtidos pelos consumidores. Se for aprovada, a revisão da proposta pela Agência Nacional e Energia Elétrica (ANEEL), o consumidor poderá receber de volta apenas 37% da energia produzida por ele e injetada na rede. Em contrapartida, foi apresentado na semana passada o Código Brasileiro de Energia Elétrica, com um capítulo inteiro dedicado a uma proposta mais equilibrada para regulamentar a geração distribuída, elaborado com apoio técnico da ABGD e outras entidades.

Sobre a ABGD:
A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), maior associação brasileira do setor de energias renováveis, conta com mais de 800 associados, entre eles provedores de soluções, EPC´s, integradores, distribuidores, fabricantes, empresas de diferentes tamanhos e segmentos, além de profissionais e acadêmicos, que têm em comum a atuação direta ou indireta na geração distribuída. Foi fundada em 2015 para dar legitimidade às demandas de empresas dedicadas à microgeração e minigeração de energia elétrica a partir de fontes limpas e renováveis. A ABGD representa e defende os interesses de seus associados junto aos órgãos governamentais, entidades de classe, órgãos reguladores, agentes do setor, e mais do que isso, trabalha na difusão da GD para os diferentes setores da sociedade, incorporando os conceitos de sustentabilidade, retorno financeiro, segurança jurídica, eficiência energética e previsibilidade de gastos no que tange à geração e consumo de energia no local de consumo ou próximo a ele.

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