A capacidade instalada de geração distribuída, modalidade em que o consumidor gera a própria energia, atingiu 100 MW no Estado do Rio de Janeiro, segundo dados compilados pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD). É o oitavo estado brasileiro com maior potência instalada ? na liderança estão Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. ?O interesse dos fluminenses em se tornarem prosumidores só cresce, porque é uma alternativa aos preços altos e às quedas de energia que afligem muitos consumidores no Estado?, afirma Carlos Evangelista, presidente da ABGD.

O executivo explica que, além de economia, a geração própria de energia dá mais poder aos consumidores. As mais de 12,3 mil unidades (casas, comércios, propriedades rurais, etc.) que aderiram à modalidade ficam menos expostos aos problemas de fornecimento e podem garantir que o insumo utilizado seja produzido a partir de fontes renováveis. ?Apesar de tantas vantagens, a GD está ameaçada com uma proposta de revisão da norma muito prejudicial ao setor?, alerta Evangelista. Recentemente, as falhas de energia na região dos lagos motivaram três ações civis públicas contra concessionárias locais, ajuizadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).

A geração de energia feita pelos próprios consumidores está em curva ascendente, mas se a Revisão debatida em consulta pública pela Agência Nacional de Energia Elétrica for aprovada da forma como foi apresentada, os consumidores podem receber de volta apenas 37% da energia que injetarem na rede, tornando os projetos inviáveis. Por essa razão, a mobilização em defesa da GD tem sido forte. Nos dias 22 e 23 de julho, a cidade do Rio de Janeiro receberá o FórumGD Sudeste, evento que vai debater o cenário atual e as perspectivas da geração distribuída, políticas públicas, a revisão da norma, entre outros temas.



Sobre a ABGD:
A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), maior associação brasileira do setor de energias renováveis, conta com mais de 800 associados, entre eles provedores de soluções, EPC´s, integradores, distribuidores, fabricantes, empresas de diferentes tamanhos e segmentos, além de profissionais e acadêmicos, que têm em comum a atuação direta ou indireta na geração distribuída. Foi fundada em 2015 para dar legitimidade às demandas de empresas dedicadas à micro e minigeração de energia elétrica a partir de fontes limpas e renováveis. A ABGD representa e defende os interesses de seus associados junto aos órgãos governamentais, entidades de classe, órgãos reguladores, agentes do setor, e mais do que isso, trabalha na difusão da GD para os diferentes setores da sociedade, incorporando os conceitos de sustentabilidade, retorno financeiro, segurança jurídica, eficiência energética e previsibilidade de gastos no que tange à geração e consumo de energia no local de consumo ou próximo a ele.



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